Galeria Leme

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Necrobrasiliana Thiago Martins de Melo

30.03.19 _ 04.05.19

Necrobrasiliana, 2019

Para abrir sua programação de 2019, a Galeria Leme A/D tem o prazer de anunciar “Necrobrasiliana”, a primeira exposição individual do artista maranhense Thiago Martins de Melo em seu espaço. O mais recente integrante do time de artistas da galeria apresenta uma série inédita de trabalhos, cuja temática aborda conceitos relacionados a morte, através da ideia de Necropolítica[1], para tratar de legados históricos do Brasil.

A partir do cruzamento anacrônico de narrativas sobre resistências e decadências, simbologias e personagens, espiritualidade e sincretismos, Thiago Martins de Melo utiliza os artifícios tradicionais da pintura para falar de questões relacionadas ao Estado de Exceção no Brasil. Na obra “Necrobrasiliana” (2019), o artista reúne grandes telas para representar um conjunto de circunstâncias que o assombram. Sobre fundo metalizado e ladeadas por dois pilares com cabeças de índios decepadas, além da figura imponente de Carlos Marighella[2], encontram-se camadas de imagens sobre momentos circunstanciais ligados ao extermínio e problemáticas enfrentadas pelas minorias.

Já em “Caminho da Anta” (2019), por exemplo, o artista remonta a constelação homônima (como foi batizada a Via Láctea pela tradição indígena, inclusive os Tupinambas da região do Maranhão) numa grande instalação composta por um conjunto de pequenas obras. Cada uma delas resgata uma imagem arquetípica incrustada no consciente coletivo do povo brasileiro, como fotografias icônicas ou figuras emblemáticas.

Em sua maioria, sejam esculturas, instalações, vídeos ou pinturas, as obras de Thiago Martins de Melo causam impacto, não apenas pelas grandes dimensões e temas retratados, mas essencialmente pela exuberância formal. Em suas pinturas, camadas e camadas de processo são sobrepostas e combinadas com outros tipos de materiais anexados, que extrapolam a bidimensionalidade da tela. Grandes quantidades de tinta de cores fortes tensionam narrativas alegóricas para tratar de temas intrínsecos às condições impostas pelo colonialismo no Brasil.

 

Sobre o artista:

Thiago Martins de Melo. São Luís, Brasil, 1981. Vive e trabalha em São Luís, Brasil.

Dentre as suas exposições individuais estão: bárbara balaclava, Programa Emergência, Saco Azul/Maus Hábitos, Porto, Portugal (2018); Bárbaro Barroco, Gamma Galeria, Guadalajara, México (2016); Teatro Nagô-cartesiano e o Corte Azimutal do Mundo, Mendes Wood DM, São Paulo, Brasil (2013); III Mostra do Programa de Exposição Centro Cultural São Paulo, São Paulo, Brasil (2010); Sad Goat, Projeto Trajetórias 2009, Fundação Joaquim Nabuco, Recife, Brasil  (2009), entre outras.

Exposições coletivas: Verzuimd Braziel – Brasil Desamparado, Prêmio CNI SESI SENAI Mancantonio Vilaça para as Artes Plásticas, Brasil (2018); Panoramas do Sul, 20º Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil, São Paulo, Brasil (2017); Contemporary Brazilian Arts from the Rubell Family Collection, Miami, EUA (2016); Dakar Biennale, Dakar, Senegal (2016); 10a Bienal do Mercosul, Santander Cultural, Porto Alegre, Brasil (2015); 1a Bienal Internacional de Assunção – Grito de Libertad, Assunção, Paraguai (2015); 31a Bienal de São Paulo – Como (…) coisas que não existem, São Paulo, Brasil (2014); Histórias Mestiças, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brasil (2014); 12a Biennale de Lyon, França (2013); To be with art is all we ask, Astrup Fearnley Museet, Oslo, Noruega (2012); Caos e efeito, Itaú Cultural, São Paulo, Brasil (2011); entre outras.

Coleções: Rubell Family Collection – Contemporary Arts Foundation, Miami, EUA; MASP – Museu de Arte de São Paulo, São Paulo, Brasil; Thyssen-Bornemisza Art Contemporary, Viena, Áustria; Museu de Arte Contemporânea do Ceará, Fortaleza, Brasil; Astrup Fearnley Museum of Modern Art, Oslo, Noruega; Coleção Gilberto Chateaubriand; PAMM – Pérez Art Museum Miami, Miami, EUA.

 

[1] O conceito de Necropolítica foi cunhado pelo sociólogo camaronês Achille Mbembe para falar de como a soberania e o poder ditam regras de quem pode viver e quem deve morrer.

[2] Carlos Marighella foi ativista político e escritor brasileiro morto pela Ditadura Militar em 1969.

 

 

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